Eu descobri que faço parte de uma minoria cada vez mais fora de contexto no mundo atual. Estou pior que o fumantes. Muito abaixo deles. Faço parte minúsculo grupo das pessoas que não vem a menor graça em animais de estimação. Podem me odiar e me julgar. Tranquis.
Não é que eu não goste dos bichos. Gosto e até já tentei, em algumas atitudes frustradas, criar um bichinho. Mas da mesma forma que tem gente que não nasceu para ser pai ou mãe, eu não nasci para ter cachorro, gato, passarinho ou mesmo tartaruga. Mas continuo gostando, especialmente de bichos selvagens, que vivem soltos, felizes e sem contato com os seres humanos. Minha casa aqui é visitada quase diariamente por veados e coelhos selvagens. Nos damos muito bem, eu na minha, eles na deles.
Claro que eu abomino a crueldade contra animais. Não se trata de defender monstruosidades.
Mas e ai que eu realmente não entendo, pra não dizer que me irrito mesmo, com essa frufruzada pra cima dos bichinhos que acomete boa parte dos seres humanos no nosso mundo. Quando eu começo a me acostumar com a idéia de cantil pra água personalizado a galera tá bolando buffet de festa de aniversário pra cachorro. Com direito a convites para os amigos, chapéu e, lógico, bolo. Ah gente é muita falta de onde empregar o rico dim dim, não? Aqui nos EUA a última novidade que eu vi foi pet fast food 24 horas. 2012 feelings.
Também sou super a favor da solidariedade, mas daí a neguinho ficar anunciando pedido de doação de sangue para cachorros nas redes sociais é um pouco demais, ou todo mundo acha normal? Aliás eu acho que tratamento contra câncer, tipo quimioterapia, pra cachorro uma das maiores crueldades que o ser humano já conseguiu criar. Prolongar a sobrevida do bichano, que, sorry, não tem consciência, a custa de sofrimento do mesmo não faz o menor sentido.
Entendo que estamos descrentes da humanidade, mas adorar os animais como deuses do egito não nos melhora em nada. Pra mim piora. Acho mais produtivo tentar educar e conscientizar o ser humano do que colocar nas costas de um pet as nossas esperanças de um mundo melhor.
Mas não, o que ocorre é que todo o dia, entre pedidos de qualquer coisa vile, horóscopos e babaquices de copie e cole isso no seu mural somos brindados com pelo menos uma fotinho linda de amor e demonstração de carinho aos animais. E todo mundo curte, acha fofo. Em 90% das vezes eu acho só nojento mesmo. Beijar boca de cachorro e gato é nojento no meu mundo. Ponto final.
Bicho é bicho e gente é gente. Se gostamos tanto deles e odiamos tanto os seres humanos porque não os tratamos como bichos?
Por fim, de boa, comparar animais com bebês ou crianças é bizarro. Muito bizarro.

Posso não achar legal? Me massacrem.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Minoria em exitinção
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
É isso que a gente espera!
Eu encomendei mesmo assim, mas na segunda feira o pedido não chegou. Chegou na terça.
Eu já estava pensando em escrever sobre a diferença na qualidade do serviço de entrega que encontramos aqui nos EUA e no Brasil. Quando a gente compra alguma coisa pela internet nos EUA eles dão uma estimativa de quanto tempo o item levará para ser enviado e quando ele é enviado recebemos a confirmação da data exata que chegará. Sem migué. Sem perua que quebrou, sem bisavô do motorista que ficou doente, nada disso.
Mas é claro que a gente entende que merdas acontecem, que imprevistos ocorrem e que nem sempre as coisas saem como imaginamos. Até ai tudo bem, o que não pode é a empresa achar que isso é normal, que o serviço de merda é padrão e que o consumidor que se exploda.
Por isso foi uma grata surpresa o email que eu recebi essa manhã da flores online e que copio abaixo. É essa consideração, esse respeito que a gente espera. Não a perfeição.
Thaiane e equipe merecem os parabéns e deveriam virar o padrão.
(Ah sim, as flores cheragam lindas, assim como o restante do presente e fizeram bastante sucesso ;-))
Equipe Flores Online
sábado, 6 de agosto de 2011
Orgulho Neanderthal
Eu sou o tipo estranho de pessoa que adora ir ao supermercado. Especialmente se for pra comprar comidinhas.
Ir ao supermercado aqui nos EUA é divertido. Tem uma quantidade enorme de marcas e variedades de produtos, mas o que enche um pouco o saco são as armadilhas dos produtos que são feitos de algo totalmente diferente do que parecem ser para atender os gostos e anseios das minorias (que possivelmente hoje viraram maioria...).
E ai que rola a farinha (??) sem glutem (pensa que pra fazer uma farinha sem glutem ela tem que ter a base em algo completamente diferente do trigo que você esperaria em uma farinha), a manteiga sem leite, o hamburguer sem carne. E por ai vai.
Nem vou entrar no mérito (hoje...) do enorme avanço no diagnóstico de doenças relativamente raras (ou pelo menos muito mais raras do que seus supostos doentes) como a doença celíaca ou a alergia ao leite de vaca.
Também acho que a pessoa tem todo o direito de ser vegetariano e não querer comer nada de origem animal. Se bem que devo confessar que neguinho que toma essa decisão e resolve viver a base de brócolis e tomate tem um respeito maior da minha pessoa quando comparado ao vegetariano que continua querendo comer x-bacon (e o faz com industrializados a base de soja amassada e 800 corantes, edulcorante e sabores artificiais).
Mas até ai, cada um com seus problemas, e o certo é que fosse assim mesmo, como diz a sabedoria popular aaado, aaado cada um no seu quadrado. O saco é colocarem o bacon original, neandertal, junto com o bacon de soja, o bacon de peru, de vaca e o bacon a base de isopor mesmo.
Como achariam discriminação criar um supermercado só com produtos glutem free, ou lactose free, ou animal free sei lá o quê, podem me discriminar a vontade e criar o Neandertal's supermarket.
Nesse templo da comida de raiz o leite viria da vaca, assim como a manteiga, o queijo, o iogurte o e sorvete. Tudo, de preferência com o percentual de gordura original presente na teta da vaquinha.
O bacon seria feito de gordura de porco e o hamburguer de carne de vaca moida. Soja, só em grãos, e olha lá.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Boneca que mama no peito
Não sei o que é mais bizzaro se é criar uma boneca que mama no peito ou se é polemizar e querer proibir a tal boneca.
Canal do panamá
Quem avisa amigo é e um dos 3 amigos, do amplo círculo social que eu e meu meu marido cultivamos, avisou: vende tudo e compra novo lá, porque seus móveis não chegam nuuuuuuunca. Minha tia também avisou, colocou medo e contou até uma história de piratas do caribe sem o Johnny Depp.
Pois é, mas sabe gente teimosa, apegada, otimista...então.
A previsão era de que a mudança chegasse em 6 semanas. Que viraram 10, e que agora, pela nova estimativa passaram a 13.
Queria mesmo saber se os brinquedos das meninas já cruzaram o canal do panamá para ter uma idéia mais concreta de quanto tempo mais acamparemos aqui na companhia de 3 lindas princesas e suas delicadas flautas doce.
Vamos pelo menos lembrar de nunca mais dar instrumentos musicais para crianças de aniversário?
Grata
Marcenaria ou lego?
No Brasil funcionava assim: você contrata um marceneiro pra fazer uma mesa pra você, ou compra numa loja de móveis, da na mesma. O prazo de entrega é de 4 semanas. 5 semanas depois você liga e te falam na maior calma do mundo houve um problema de doença na família (tipo um tio-avô com frieira...) mas que a madame não se preocupe que o seu móvel já está cortado e é o próximo da fila. Novo prazo de entrega: não trabalhamos com...2 semanas mais tarde você liga e o amigo diz que já estava te ligando, porque sabe, a Kombi quebrou e que vai demorar um pouquinho mais pra ficar pronta, mas logo logo chega.
Aqui nos EUA é assim, você compra a mesa pela internet. Em 7 dias úteis está na porta da sua casa, e o moço do fedex nem toca a campainha pra avisar que chegou. Você abre o pacote toda animada e descobre que você não comprou uma mesa, você comprou um monte de madeira com buraquinhos, uns paraufusos, um tubo de cola e um manual de instrução. E uma esperança de que aquilo um dia se transforme em uma mesa.
O que acontecerá porque você é brasileira e não desiste nunca. O preço? Alguns cortes menores, hematomas diversos, descobrimento de novos grupos musculares doloridos no corpo e um, digamos assim, certo receio de que suas filhas se apoiem na mesa sem medo de serem felizes.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Répteis
Muita gente tem medo de cobra. Minha mãe, me sogro e por ai vai. Não que eu simpatize com elas mas eu prefiro as cobras aos lagartos. Eu achava que esse trauma veio quando eu abri uma vez a torneira do chuveiro e uma lagartixa caiu em cima de mim. Mas na verdade isso foi depois. O medo começou por causa desse filme aqui:

